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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Marie Curie

Olá pessoal, em época de possíveis descobertas do tão procurado Bóson de Higgs, vem a calhar o 78º aniversário de morte, que foi ontem dia 4 de julho, daquela, que, na minha humilde opinião, foi uma das mulheres (pra não dizer ser humano) mais importantes e inspiradoras de todos os tempos da história: Maria Sklodowska-Curie! Este nome não te lembra ninguém??? E que tal então Marie Curie, melhorou né?!
Eu gostaria de prestar uma homenagem a essa mulher extraordinária da ciência, que, no início do século vinte, participou da revolução da física e perturbou nossa concepção do mundo e da matéria por conta de seus trabalhos sobre a radioatividade. 

Pois bem, então aí vão algumas considerações sobre sua vasta e proveitosa vida: em 4 de julho de 1934 perde-se uma grande física, Marie Curie, que fez grandes descobertas sobre radiação, junto com seu marido Pierre Curie. Sendo a primeira mulher a receber o prêmio Nobel. Além de descobrir as radiações emitidas pelos sais de urânio estava prestes a descobrir o polônio e o rádio, novos elementos que lhe garantiram dois prêmios Nobel. Com Pierre Curie e Antoine Henri Becquerel, recebeu o Prêmio Nobel da Física, em 1903 "em reconhecimento pelos extraordinários serviços obtidos em suas investigações conjuntas sobre os fenômenos da radiação, descoberta por Henri Becquerel".
Oito anos depois recebeu o prêmio Nobel da Química, em 1911 "em reconhecimento pelos seus serviços para o avanço da química, pela descoberta dos elementos rádio e polônio, o isolamento do rádio e o estudo da natureza dos compostos deste elemento".
Foi a primeira pessoa a receber dois Prêmios Nobel em campos diferentes. A única outra pessoa, até hoje, foi Linus Pauling. No entanto, Marie Curie foi a única pessoa a receber dois prêmios Nobel em áreas científicas. Algo curioso é que os termos radioativo e radioatividade foram inventados pelo casal para caracterizar a energia liberada espontaneamente por este novo elemento químico, o rádio. Uma boa pedida pra quem quer conhecer mais sobre o período juvenil e a ascenção da Maria, pode conferir o filme: "Madame Curie" de 1943, o drama em preto e branco, é estrelado por Greer Grarson na pele da cientista e Walter Pidgeon como seu marido Pierre. Este rendeu a Greer a indicação ao Oscar de melhor atriz. Outra boa pedida é o documentário francês: "Marie Curie, além do mito", desta de 2011, em comemoração ao centenário de seu Prêmio Nobel. Vale à pena, pois só respeitamos e agraciamos o que de fato conhecemos! É disso que o mundo precisa, gente que faz a diferença e fica marcada pra sempre na história da sociedade.

sábado, 10 de março de 2012

Helena Kolody

Bom sábado!
Em ocasião ao célebre Dia Internacional das Mulheres, trago-vos mais uma da série Grandes Poetisas,desta vez com minha chará: Helena Kolody, a ilustre paranaense, filha de ucrânianos que nasceu em 12 de outubro de 1912 e faleceu em 15 de fevereiro 2004.


Esta foi a primeira mulher a publicar haikais no Brasil, que são uma forma poetica de origem japonesa que valorizam a objetividade, possuem três linhas, além disso foi admirada por Carlos Drummond de Andrade e Paulo Leminski (figuras importantes do cenário literário). Seu trabalho foi tão representativo que em 1988, foi criado o Concurso Nacional de Poesia Helena Kolody, em 1991 foi eleita para a Academia Paranaense de Letras.
Muito ainda poderia se falar sobre esta grande mulher, porém vou representá-la através de 3 de seus trabalhos:

LIMIAR
I
Da soturna jornada
Pelas brumosas sendas
Da anestesia,
Não guardei memória.
Sou um pêndulo que oscila
Dos limites da vida
Aos limites da morte.
Rubros lobos me espreitam silentes,
Numa densa garoa vermelha
Que lateja no ritmo da febre.
Venho à tona, por segundos,
E volto ao limo do sono.
Da sede, brota em meu sonho uma fonte:
Água fria em chão de pedra.
No fundo, uma alga se espreguiça
E essa alga sou eu.
II
Luminosa alegria de olhar!
De todos os lados, o apelo do verde,
Da vida verde e serena.
Aquele cipreste
Que gesticula e dança,
Acorda-me na lembrança
Reminicências vegetais:
Pequenino fremir de relva
No dorso dos campos;
Altos pinheiros imóveis;
Floresta oceânica e múrmura.
Festivo apelo do verde,
da vida verde e serena.
Ventura elementar de estar ao sol,
Viva e sem dor.

GRAFITE
1988
Meu nome,
desenho a giz
no muro de tempo.
Choveu,
sumiu.

ALEGRIA DE VIVER
1987
Amo a vida.
Fascina-me o mistério de existir.
Quero viver a magia
de cada instante,
embriagar-me de alegria.
Que importa a nuvem no horizonte,
chuva de amanhã?
Hoje o sol inunda o meu dia.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Esses Orientais...

Os reality shows reveladores de talentos dominaram o mundo!
E se você é daqueles que pensa que viu de tudo e ainda não morreu, vai descobrir que sempre pode se surpreender um pouco mais, por exemplo, com essa tailândesa num dueto "com seu eu"!






...Que conste: Não importa o quanto você se esforce, nunca será melhor que um oriental!!!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Com licença poética

Bom dia!
Apesar da pieguisse que me assola, esta vai para todas as mulheres, já que dia 8 de março foi seu dia (nada menos que internacional).
Apreciem Adélia Prado, grande poetiza, uma estrela no "hall" das brilhantes escritoras:


Com licença poética

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
essa espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
- dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem
Mulher é desdobrável. Eu sou.

P.s. Cada fato da história teve, por menor que fosse, a contribuição ou interferência de uma mulher.