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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Happy Birthday, Walt!

Bem, boa tarde, povo, quem acompanha o "Letters", já supôs que eu tenho um pequeno grande ponto fraco: "Walt Disney", como já mencionei antes, acho incrível como um homem só, com pouco dinheiro no bolso, conseguiu mudar para sempre a história, não apenas da animação (já que pode-se dizer que ele a criou), mas do cinema e da indústria de entretenimento!
Para celebrar seu aniversário de nada menos do que 112 anos, resolvi postar um dos primeiros trailers do filme: "Walt nos Bastidores de Mary Poppins", que conta com dois atores que eu aprecio muito: Tom Hanks e Emma Thompson, então já podem imaginar que a minha expectativa é enorme, pena que só vai estrear em 2014. Então, enquanto isso vamos ficar com uma pequena prévia!


E lembrem-se: "Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade". (Walt Disney)

sábado, 5 de outubro de 2013

1/4 de Século!

Olá, amigos, Como completei mais uma primavera (e foi bem significativa, já que foram 25 aninhos), refleti e vi que mesmo com tantos problemas e motivos para desistir, eu continuo acreditando. Em que? Na vida, simplesmente...

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Felicitações ao Mr. Sandler

Olá, povo! Não escondo de ninguém que sou uma grande fã de Adam Sandler, sinceramente o considero um dos melhores humoristas da geração atual, ele consegue manter o nível em suas piadas e mesmo que uns elementos se repitam (e devo dizer que esse é o charme) ele jamais cai no "lugar comum"! Pois bem, hoje em comemoração ao seu aniversário de 47 anos, que foi ontem, resolvi homenageá-lo citando e mostrando o trailer de seu mais novo filme: "Gente Grande 2", que assim como o primeiro tem umas sequencias ótimas e inusitadas, onde amigos só querem aproveitar e viver a vida! Espero que apreciem:

domingo, 5 de maio de 2013

A uma Diva como poucas!

Ontem, dia 4 de maio de 2005, uma das mais belas e bondosas divas do mundo estaria fazendo seus 84 anos. Infelizmente ela nos deixou relativamente cedo, com 63 anos, após perder a batalha contra um câncer de apêndice que se espalhou pelo cólon e a fez sucumbir. Como ela foi uma das celebridades mais premiadas, mais bonitas e mais generosas (inclusive sendo a embaixatriz da UNICEF, achei que seria justo prestar uma homenagem a mesma! Por isso mesmo que pesquisei muito e descobri que existe até uma filme biográfico sobre ela, que recebeu algumas críticas pouco positivas por contar com Jennifer Love Hewitt como a Audrey adulta! A história se passa basicamente no início dos anos 60, durante as filmagens de "Bonequinha de Luxo". Audrey Hepburn (Jennifer Love Hewitt) começa a recordar toda a sua trajetória, iniciando quando ainda vivia em Bruxelas, na Bélgica, em meados dos anos 30. Audrey foi marcada pela separação dos seus pais, pois sua mãe, Ella (Frances Fisher), não suportava a ausência do marido, Joseph (Keir Dullea), que viajava a "negócios" (na verdade fazia propaganda dos nazistas). Quando a 2ª Guerra Mundial eclodiu Ella, que era uma baronesa holandesa, achou mais seguro ir para sua terra natal em vez de ir para a Inglaterra, pois soube por fonte segura que seu país iria permanecer neutro. Porém esqueceram de avisar Hitler, que invade a Holanda. Audrey, ainda uma jovem, testemunha os horrores da guerra. Quando termina a guerra Audrey e a mãe vão para Londres e, em 1947, ela faz tudo para se tornar uma bailarina, mas seus sonhos acabam pois sua professora diz que ela não tem altura nem talento. Assim faz pequenas participações em musicais e filmes, mas sua graça incontestável lhe abre caminho para o teatro. O sucesso é tão grande que Hollywood lhe abre as portas e no cinema o sucesso se repete. Está aí uma dica bacana, pra essa geração que pouco conhece sobre artistas de verdade e também para os conhecedores e fãs, assim como eu!

sábado, 30 de março de 2013

À melhor representante da espécie canina

Olá, pessoal, no próximo dia 1º de abril, um fato que mais parece uma mentira cabulosa se tornará realidade, minha melhor amiga, aquela que está do meu lado desde a minha infância, completará 14 anos, me refiro a minha cadelinha Sha-sha, que me dá todos os dias tantas alegrias, e me ensina que todo o tipo de vida, seja qual for, é importante e digna de respeito! Aí vai uma pequena homenagem:
Obrigada, minha amiga, por me aturar desde as férias de inverno, em 1999, quando você era só um filhotinho, fofo e doentinho, por morder minhas coisas e acordar a família nos fins de semana pra te levar pra passear, por me ouvir e me esperar na sacada ansiosa e ainda fazer maior festa quando me vê, mas simplesmente, obrigada, por ainda existir!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O ratinho mais famoso do mundo faz 91 anos

Olá povo, é hoje que o ratinho mais famoso, querido e adorável do mundo faz nada menos que 91 anos (e olha que nem parece, hein?!), claro que me refiro ao Mickey Mouse, primeiro e principal personagem do ilustríssimo Walt Disney, figura que eu admiro mais que profundamente, diga-se de passagem. Na realidade, Mickey Mouse surgiu, alguns anos antes, de um fato inusitado: em um dos primeiros empregos de Disney, ele ficava noite adentro desenhando, nas folgas, observava os ratinhos da garagem, em suas idas e vindas, especialmente um era mais atrevido e chegava até sua prancheta para apanhar restos de comida. Batizou o amiguinho de Mortimer Mouse, mas achou o nome muito pomposo para o cara e mudou para Mickey Mouse. Este era o único passatempo nas noites longas do desenhista. Em 1928, depois de inúmeras adversidades em sua carreira, Disney teve uma "revelação", deu um pulo e gritou: "Achei! Vou criar um personagem! Um rato! Mickey Mouse! Por que não pensei nisso antes?". Quando chegaram a Hollywood, o primeiro esquema do desenho já estava pronto. Despacharam o produto para o Leste, mas ninguém comprou. Fizeram um segundo Mickeye também não teve aceitação, pois acabara de ser lançado o primeiro filme sonoro. Produziu um terceiro, sonorizado, mas depois de pronto ninguém na cidade conseguiu sincronizar o som, e ele e o irmão tiveram que voltar a Nova Iorque, onde com sacrifício enorme, finalizaram o projeto utilizando um método que ele patenteara. Em 1932, "Steamboat Willie", foi o primeiro desenho animado sonoro totalmente sincronizado e quem fez a voz de Mickey foi o próprio Walt Disney. Depois de tudo isso, para celebrar todos esses anos de sucesso, juntamente com todo o empenho do seu idealizador, vale a pena relembrar essa joia da animação, com vocês, "Steamboat Willie":

sábado, 5 de janeiro de 2013

Chegando a 2 anos de "Letters"

Olá, pessoas, neste lindo sábado ensolarado o nosso querido blog "Letters to Juliet" completa mais um ano de existência, e uma data tão memorável merece ser comemorada adequadamente, certo?! Sem dúvidas, e para tal preparei um post especial! Como eu sempre faço questão de repetir sou uma fã incondicional de animações, mais precisamente de animações da Disney, conheço todas as músicas e a maior parte dos diálogos, e acredito que as mensagens mostradas nos desenhos, de força, união, boa vontade, diversão, esperança e realização de sonhos são fundamentais e gostaria eu que, em mais um ano de existência, fossem a base deste blog. Portanto encontrei esse vídeo com algumas das músicas que ainda fazem parte dos meus dias e os tornam bem melhores, para agraciar esse blog também e levar alegria a vocês leitores! Espero que gostem: Feliz 2º Aniversário, Letters!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Feliz Aniversário, Luíza!

Olá pessoal,
nesse dia  26 de outubro uma amiga muito especial está fazendo mais uma "primavera", e esta amiga se chama Luíza Pires, uma garotinha que foi uma das primeiras pessoas a me "acolher" dentro da Química, que sempre me ajudou e ainda compartilhou momentos muito divertidos e surpreendentes.
Além do mais é a "mina" mais inteligente do curso, e me orgulha muito saber que ela está em Portugal rompendo fronteiras e mostrando todo o seu potencial!
Parabéns, garota, continue fazendo a diferença, e volte logo pois estamos com saudades :)
Segue a homenagem com um clipe que fala sobre o valor do amigo de verdade, tudo a ver com o momento:

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Além do Estilo

Olá pessoal!
Amanhã é um dia solenemente triste, pois se trata do 35º aniversário de morte do maior rei do mundo (pelo menos na minha opinião, é claro) Elvis Presley! Não posso deixar essa data passar em branco, já que suas canções e seu estilo inspiraram (e continuam inspirando) gerações! Suas melodias autenticas e cativantes embalaram o século XX, e seguem firmes embalando o século XXI. Por tudo isso, e uma série de outros motivos que eu fiz uma pesquisa bem detalhada e trouxe a biografia deste ícone. Eu entendo que ficou gigantesca, mas peço que leiam (pelo menos uma parte), pois conhecendo desde o nascimento, compreendemos melhor a sua longa tragetória:


Elvis Aaron Presley nasceu sob circunstâncias muito pobres, em uma humilde casa na cidade de East Tupelo (East Tupelo seria agregada mais tarde à cidade de Tupelo, formando assim uma única cidade), Estado do Mississippi, no dia 8 de Janeiro de 1935 às 04h35h.
Elvis foi o sobrevivente de um difícil parto de gêmeos, aonde seu irmão idêntico Jesse Garon foi natimorto. Depois deste traumático parto, Gladys não pôde mais engravidar e ter filhos. Elvis viria a ser então o único filho do casal Gladys e Vernon.
Desde cedo, a mãe incutiu na cabeça do filho que quando um de dois gêmeos morre, o que sobrevive herda toda a força do que se foi. No respeito à crença da mãe, Elvis adotou a personalidade dos dois. Por outro lado, Elvis sempre acreditou que poderia se comunicar com seu irmão Jesse – e assim pensava fazê-lo (ou realmente o fez!) durante várias ocasiões até seus últimos dias de vida. Não raro, quando criança, Elvis ia até o pequeno túmulo de Jesse Garon em um cemitério de Tupelo e ficava ali sentado por horas “conversando” com seu irmão. Às vezes Elvis ia até um lago vizinho ao cemitério e conversava com seu reflexo, como se fosse com o próprio irmão.
Na verdade, Elvis foi uma criança muito solitária.
Na pequena cidade do interior dos EUA, ele aprendeu com a mãe e o pai a ser respeitoso sob todos os aspectos, independentemente da idade, origem étnica, sexual e/ou sócio-econômico-financeiros envolvidos.
Além da derrocada financeira de 1929 com a quebra da Bolsa de NY, que assolou o país - em seus primeiros anos de vida, Elvis cresceu em meio aos destroços de um furacão que devastou sua cidade no dia 5 de abril de 1936.
Esse triste fato ocasionou uma união entre brancos e negros, que deixaram de lado por algum tempo o conflito racial, tudo em prol da reconstrução da cidade. Vale lembrar que o Estado do Mississipi na época era o centro do racismo americano.
Em parte de sua primeira infância, Elvis esteve privado da figura de seu pai, preso em 1937, juntamente com o irmão de Gladys, por estelionato.
Somando-se a isso, a família foi despejada de sua moradia. Gladys e Elvis tiveram que se mudar e foram morar com os pais de Vernon por algum tempo. Vernon seria libertado no ano de 1941.
O vínculo entre filho e mãe a esta altura era algo muito forte e que fazia com que Elvis e Gladys fossem muito apegados um ao outro. Elvis tinha um amor incondicional por sua mãe. A morte precoce de sua mãe em 1958 o afetaria pelo resto de seus dias.
Desde seus primeiros anos de vida, Gladys e Vernon levavam o pequeno Elvis a freqüentar a Igreja da Assembléia de Deus – o que influenciou muito em sua formação pessoal e musical também.
Em 1945, aos 10 anos de idade, Elvis participou de um concurso de novos talentos na "Feira Mississippi-Alabama" que acontecia em Tupelo - e conquistou o segundo lugar, ganhando 5 dólares, mais ingressos para todas as diversões. Elvis, na ocasião, cantou “Old Shep”, canção que retrata o desespero de um menino pela perda de seu cão.
Em seu aniversário em Janeiro de 1946, Elvis desejava muito ganhar uma bicicleta, mas seus pais infelizmente não tinham recursos para comprá-la. Sua mãe então o convenceu a ganhar um violão ao invés da bicicleta – e este violão passou a ser sua companhia constante, inclusive na escola.
Elvis e a família se mudaram para Memphis, no Estado do Tennessee no dia 12 de setembro de 1948 em busca de uma vida mais promissora dentro de suas poucas condições. Ainda assim, a Família Presley morou por um bom tempo em condições precárias.
No período de 1948 até 1954, Elvis trabalhou em várias atividades – entre elas, lanterninha de cinema e motorista de caminhão – para ajudar no sustento da pequena família. Seus pais estavam sempre em constante atividade de trabalho, mas os recursos eram realmente escassos.
Apesar de tantas adversidades, todo o zelo e dedicação de sua mãe foram recompensados: Elvis concluiu seus estudos em 1953 pela Humes High School em Memphis.
Nas horas vagas, Elvis cantava e tocava seu violão e, eventualmente, arriscava alguns acordes ao piano. Elvis comprava suas roupas em lojas na Beale Street e já nestes anos, era conhecido como um jovem “diferente” dos de sua época, pelo estilo único que ele adotara: roupas excêntricas (como as dos negros) e cabelos mais longos para os padrões da época e costeletas.
Suas influências musicais foram tão mistas quanto era o seu talento: Elvis era muito ligado ao “pop’ da época (particularmente Dean Martin); à música country; à música gospel ouvida na igreja; ao R&B capturado na histórica "Beale Street" em Memphis - além de seu grande apreço pela música erudita - particularmente a ópera. Um de seus maiores ídolos era o tenor Mario Lanza e, naturalmente, cantores gospel como J.D. Sumner, seu preferido. Por coincidência anos mais tarde, JD Sumner e seu quarteto “The Stamps Quartet” viria a trabalhar com Elvis – e J.D. tornar-se-ia um de seus maiores amigos e confidentes, por quem Elvis teria um carinho e respeito como se J.D. fosse seu segundo pai.


Em 18 de Julho de 1953, Elvis pagou US$4,00 para gravar de presente para sua mãe, um acetato com duas canções: "My Happiness" e "That’s When Your Heartaches Begin" na "Memphis Recording Service", mais conhecida anos depois como “Sun Records”.
Posteriormente em 4 de Janeiro, 5 de Junho e 26 de Junho de 1954, Elvis grava algumas outras canções de forma experimental.
Entretanto, em Julho de 1954, Elvis entra em estúdio e grava outras canções iniciando assim sua carreira profissional.
No dia 5 de Julho de 1954 - considerado o "marco zero" do rock - Elvis ensaiava algumas músicas, até que, em um momento de descontração, de forma improvisada, começou a cantar "That's All Right, Mama", provocando em Sam Phillips (dono da Sun Records) um grande entusiasmo.
Novo "take" foi realizado e nova canção, no gênero, foi concebida: dessa vez, "Blue Moon of Kentucky", com grande aprovação. Ambas integrariam seu primeiro disco, um "compacto simples" (single).
Participaram das sessões, além de Elvis e Sam, o guitarrista Scotty Moore e o baixista Bill Black.
No dia 7 de Julho as duas canções são executadas pela primeira vez em uma rádio de Memphis e o resultado foi um retumbante e absoluto sucesso.
Devido a toda essa repercussão, Elvis é convidado a dar uma entrevista, sua primeira como cantor profissional.
A canção "Blue Moon Of Kentucky" chega ao primeiro lugar na parada country da Billboard na cidade de Memphis e "That's All Right" atinge o quarto lugar da mesma parada.
Em 17 de Julho ele realiza o seu primeiro espetáculo na cidade de Memphis.
Em 8 de Outubro, Elvis faz sua primeira apresentação fora do estado do Tennessee – em Atlanta, na Geórgia.
No dia 16 do mesmo mês Elvis tem provavelmente o seu primeiro grande momento na carreira: ele realiza na cidade de Shreveport no estado da Louisiana um espetáculo que era transmitido pela rádio local de enorme sucesso na época chamado "Louisiana Hayride", onde ele foi recebido de forma bastante entusiasmada pela platéia. O ano de 1955 pode ser avaliado como a gênese do sucesso nacional de Elvis.
Juntamente com o sucesso, vieram inúmeras polêmicas em torno de suas apresentações.
Por outro lado, suas performances em programas de rádio e algumas apresentações em programas locais de televisão obtém audiência e destaques marcantes.
Suas canções começam a fazer sucesso nacionalmente:
- "Mystery Train" chega ao 11º lugar na parada nacional country da Billboard;
- "Baby, Let's Play House" atinge o 5º posto na mesma parada, até culminar com a primeira canção "número 1" nos charts nacionais: "I Forgot To Remember To Forget".

Neste mesmo ano ele conheceria aquele que viria a ser seu empresário por toda a vida, o “Coronel” Tom Parker.
Apesar de inúmeros rumores (dos quais Elvis tinha ciência), apenas nos anos 80 revelou-se publicamente, seu verdadeiro nome e nacionalidade: Andreas Cornelius van Kuijk, oriundo da Holanda e nascido em 1909.
A biografia de Parker é muito polêmica, controvertida e ambivalente, assim como sua atuação empresarial.
Em Novembro de 1955, após expressiva repercussão, o contrato de Elvis com a Sun Records (e todo o acervo produzido até aquela data) foi vendido para a gravadora RCA Victor por US$40.000.
Em 1956, Elvis tornou-se um fenômeno internacional sem limites de território, raça ou credo. Seu estilo e sons que sintetizavam suas diversas influências, “ameaçavam” a sociedade conservadora e repressiva bem como desafiavam os preconceitos existentes naquela época.
Elvis literalmente fundou uma nova era e estética em música e cultura populares, consideradas, hoje, "cults" e primordiais, mundialmente.
Suas canções e álbuns transformaram-se em enormes sucessos e alavancaram vendas recordes em todo o mundo.
Elvis tornou-se o primeiro "megastar" da música popular, inclusive em termos de marketing.
Muitos estudiosos da música defendem a tese de que a “revolução” chamada “Rock’n Roll” (da qual Elvis foi símbolo maior), teria sido a última grande revolução cultural do século XX – uma vez que, as bandas, cantores e compositores que surgiram nas décadas seguintes, foram influenciados de alguma maneira, direta ou indiretamente por Elvis Presley.
O preço do pioneirismo transformador, entretanto, é altíssimo. Elvis foi implacavelmente perseguido pelos múltiplos segmentos reacionários norte-americanos e por todas as etnias.
Os brancos (preconceituosos burgueses representantes da classe dominante) achavam-no vulgar, enquanto representante de uma estética popular, cuja interface negra - o rock, "filho" também do R&B - era uma música de negros e para negros e, por isso, considerada "menor" por aquele grupo dominante.
Já os negros, achavam que por ser uma música de origem negra, nenhum branco teria direito de “representá-la e divulgá-la”, pois consideravam injusto que fosse concedido a um branco, o mérito que sempre lhes fora negado!
Elvis, em verdade, foi perseguido e tornou-se vítima de muitos preconceitos por ir de encontro a um sistema estabelecido e também por ter origens humildes, um "caipira sulista", fato pelo qual ele sempre foi discriminado.
Mas Elvis superou as adversidades e tornou-se o "Rei do Rock" - lembram os estudiosos de sua obra – embora segundo os mesmos, este tenha sido o gênero que (curiosamente) Elvis menos interpretou quantitativamente.
Suas apresentações televisivas quebraram todos os recordes de audiência, além das inevitáveis polêmicas geradas por suas performances sensuais e explosivas.
Um fato bastante propalado e que evidencia esse momento são as famosas censuras em torno de suas apresentações na TV, fato comprovado por aquelas aonde ele foi filmado da cintura para cima: em 1956 no programa "The Steve Allen Show" e outra em 1957 no programa "The Ed Sullivan Show". Em 13 de Março de 1956, a RCA lançou “Elvis Presley” - o primeiro álbum de Elvis.

Em pouquíssimo tempo este álbum alcançou a primeira posição nos charts da Billboard e assim permaneceu por 10 semanas consecutivas. Com este álbum Elvis atingiu a marca de vendagens superior à US$1.000.000 gerando assim seu primeiro “Disco de Ouro”.
Em 1º de Abril de 1956 Elvis grava uma performance em cores, da canção "Blue Suede Shoes", cena esta que fazia parte de um teste feito pela 20th Century Fox para o filme "Love Me Tender". Estas cenas não foram divulgadas na época e permaneceram nos arquivos da "Fox" até finais da década de 80. Essa talvez tenha sido sua primeira performance em cores (afinal, naquela época a transmissão em cores estava em seu início). No dia 06 deste mesmo mês, Elvis assina contrato de 7 anos com o produtor Hal Wallis e a Paramount Studios/20th Century Fox.
Os filmes "Love Me Tender", "Loving You", "Jailhouse Rock" e "King Creole" foram grande sucesso de público e, principalmente, os dois últimos, também tiveram seus méritos reconhecidos pela crítica especializada.
No mês de Outubro de 1956, Elvis realiza um espetáculo na cidade de Dallas no estádio "Cotton Bowl" para um público estimado de 27 mil pessoas, algo incomum para um artista solo naquela época.
Em Janeiro de 1957, em sua última apresentação no programa de Ed Sullivan, Elvis provocou uma enorme celeuma, quando - contra a vontade do apresentador - cantou a música gospel preferida de sua mãe, "Peace In The Valley". A repercussão, no entanto, foi imediata e positiva, levando-o à gravação de seu primeiro disco gospel, um EP (compacto duplo com quatro músicas).
Em Março de 1957, Elvis realiza um de seus grandes sonhos: comprou a mansão Graceland, em Memphis TN – aonde viveria até o final de sua vida. Muito embora tenha passado temporadas de sua carreira fora de Memphis por várias vezes, uma vez que possuía propriedades na Califórnia, para Elvis o único lugar que significava “casa” era Graceland – sua eterna morada.
Em Abril de 1957, Elvis se apresentou no Canadá - seus únicos shows fora dos EUA - em um total de cinco espetáculos que abalaram o país vizinho.
No final de 1957, um show realizado no Pan Pacific de Los Angeles foi considerado um dos maiores momentos da carreira de Elvis, devido a sua sensual e arrebatadora apresentação, que foi considerada escandalosa e provocativa pelos puritanos da época.
Em 24 de Março de 1958, Elvis foi para o exército, uma convocação real, facilmente descartável, porém aproveitada comercialmente por seu empresário para expandir sua faixa de público. Transferido, permaneceu na Alemanha de Outubro de 1958 até Março de 1960.
Em 14 de Agosto de 1958, o falecimento precoce de sua mãe aos 46 anos de idade, viria a ser considerado o marco mais dramático de sua vida. Elvis jamais voltaria a ser o mesmo no quesito pessoal. Ironicamente, nesse momento, Elvis é o maior ídolo mundial de todos os tempos.
Em Novembro de 1959, Elvis conhece Priscilla Beaulieu filha do Capitão Joseph Beaulieu, que havia sido transferido para a base de Weisbaden na Alemanha. Os dois se conheceram através de um amigo em comum de ambos. Priscilla na época tinha 14 anos e meio e Elvis quase 25 anos. Foi amor à primeira vista: Elvis viu-se completamente apaixonado por uma menina cuja maturidade lhe surpreendera. Para Elvis, Priscilla possuía tudo que idealizara em uma mulher. Priscilla por sua vez soube cativar e dar a alegria de volta a Elvis - que ainda se encontrava inconformado com a partida da mãe Gladys. Com Priscilla, Elvis manteve um intenso relacionamento até Março de 1960, quando então Elvis daria baixa em seu serviço ao Exército americano, retornando aos EUA. Mas o relacionamento dos dois não terminaria aí – os contatos telefônicos, cartas e as duas visitas de Priscilla aos EUA precederam à sua definitiva mudança para Graceland em 1962.


Em 1º de Março de 1960, Elvis partiu da Alemanha rumo aos EUA e no dia 8 concedeu uma conferência de imprensa no escritório do pai Vernon, em Graceland.
Ainda em Março, Elvis “surpreendeu” o mundo ao aceitar o convite para participar do programa de Frank Sinatra, "The Frank Sinatra Show - The Timex Special". Na verdade, Elvis e Frank nunca haviam tido contato algum nem tão pouco pontos em comum. Frank também nunca havia sido um “entusiasta” ou incentivador da carreira de Elvis. Mesmo assim, Elvis aceitou o convite de Frank Sinatra, realizando uma de suas melhores performances na TV. Esta edição do programa ficou conhecida como “Frank Sinatra’s Welcome Home, Elvis”. Este show selou, a partir de então, uma relação de cordialidade com seu anfitrião, sua filha Nancy Sinatra e com Sammy Davis, Jr. que perduraria ao longo de sua vida.
Em Julho de 1960, o viúvo Vernon se casa com Dee Stanley, que conhecera na Alemanha enquanto a mesma também estava lá acompanhando o marido militar a serviço, juntamente com seus três pequenos filhos: David, Billy e Rick.
Dee se separa do marido, inicia um romance com Vernon e após o retorno dos Presleys para os EUA, Vernon decide trazer Dee e os filhos para morar em Graceland por algum tempo até se mudarem para a própria residência deles, nos arredores de Graceland. Todo este episódio foi motivo para um grande entrevero entre pai e filho, já que Elvis considerava ainda recente o falecimento da mãe e uma falta de respeito por parte do pai, que se casasse novamente em tão pouco tempo assim. Elvis preservava Graceland como sendo a maior memória que tinha de seus últimos tempos com sua mãe, já que a mansão havia sido decorada por ela. Era difícil para Elvis aceitar outra mulher lá dentro tentando “preencher” o espaço que sua mãe deixara. Apesar de ter recebido os filhos de Dee muito bem e sem reservas de nenhum tipo (mais tarde todos os três viriam a trabalhar em sua equipe de segurança), Elvis não tinha bons sentimentos em relação às intenções verdadeiras de Dee com relação ao seu pai. E o tempo viria a mostrar que Elvis não estava errado.
No cinema, Elvis contou com a sensível direção do veterano Don Siegel no filme “Flaming Star”, seu 6º filme. Um novo reconhecimento da crítica aclamado como um de seus mais bem sucedidos filmes em qualidade, ainda que tenha, curiosamente, desapontado seu público, exigente de películas mais musicais e menos dramáticas. Ainda em 1960, Elvis novamente surpreende e lança um álbum gospel - contrariando o seu empresário e os proprietários da gravadora - que não viam com bons olhos um trabalho nesse gênero musical. Entretanto, seguindo seu instinto e de certa forma querendo homenagear sua mãe, ele participa de toda a parte de produção e no final do ano o álbum é lançado tornando-se um grande sucesso de público e crítica.
Em 1961, Elvis realizou shows em Memphis e no Hawaii com grande sucesso de crítica e público. No mesmo ano, Elvis foi homenageado com o "Dia Elvis Presley", tanto na cidade de Memphis como no estado do Tennessee. Elvis provava que sua ida ao Exército e o fim da década de 50 não abalara seu sucesso e que alguns de seus álbuns na década de 60 tornariam-se clássicos, sendo avaliados como alguns dos melhores de sua carreira.
No período de 1960 até 1965, os seus filmes são um grande sucesso de público no mundo inteiro. Alguns críticos mais generosos, ainda que implacáveis acerca da qualidade duvidosa das películas, clamavam por melhores oportunidades e personagens para Elvis Presley. Ainda assim, sua versatilidade esteve presente e atuou em vários gêneros, sendo elogiado por algumas de suas performances, mesmo os roteiros não sendo avaliados como satisfatórios. Elvis conseguia fazer a sua parte com méritos, mesmo não possuindo material de qualidade - entre os gêneros apresentados em seus filmes podem ser destacados, "musical", "faroeste", "drama" e "comédia".
Os maiores e melhores destaques nesse período foram, Flaming Star (1960), Wild In The Country (1961), Follow That Dream (1962), Kid Galahad (1962), Fun in Acapulco (1963), Viva Las Vegas (1964), Roustabout (1964).
Paralelo a isso, a vida pessoal de Elvis começa a sofrer algumas mudanças: não bastasse o súbito casamento de seu pai em 1960 e a chegada dos três pequenos enteados na família, em 1962, Elvis - com a ajuda do pai Vernon - convence o Capitão Beaulieu a deixar Priscilla, então com 17 anos, a viver em Memphis, sob a custódia de Vernon e Dee, prometendo então cuidarem de Priscilla e da conclusão de seus estudos. Embora tenha concluído os estudos como prometido, Priscilla jamais ficou sob a guarda de Vernon e Dee, como seu pai acordara com Vernon. Desde o início, Priscilla foi morar em Graceland com Elvis e precisou se adaptar aos seus hábitos noturnos – que preferia dormir durante o dia e ficar acordado ao longo da noite por se sentir melhor assim.
Durante as filmagens de "Viva Las Vegas", em 1963, os protagonistas, Elvis e Ann-Margret, sueca de beleza estonteante, apaixonaram-se intensamente, o que certamente contribuiu para os ótimos resultados do produto final. E muita especulação na mídia... Uma furiosa Priscilla soube dos rumores de que Elvis chegara a pensar em terminar tudo com ela para ficar com Ann-Margret. Teria sido um grande escândalo para a vida e carreira de Elvis porque a existência de Priscilla “escondida” em Graceland teria vindo à tona certamente. Dizem que de algum jeito, o Coronel teve “participação” para demover Elvis da idéia de ficar com Ann Margret, por motivos óbvios já relatados acima. Como gota d’água, aconteceu o fato de Ann dizer aos jornalistas que se casaria com Elvis muito em breve. Desta feita, Elvis recuou e o romance entre os dois “esfriou”. Priscilla, portanto, “sobreviveu”.
Apesar dos “bastidores quentes”, o filme "Viva Las Vegas" é considerado um de seus melhores momentos no cinema, sendo muito elogiado até os dias atuais.
A partir de 1965, seus filmes perderam muito em termos de qualidade de roteiro, configurando período de grande alienação e tédio pessoal para Elvis.
No dia 27 de agosto de 1965, Elvis e a banda inglesa The Beatles tiveram um encontro na casa de Elvis em Los Angeles, a pedido dos Beatles e promovido pelo Cel.Parker. Testemunhas do encontro dizem que ouve uma breve “jam-session”, contudo, não se tem conhecimento de qualquer produto áudio/visual relevante. Algumas poucas fotos alusivas a este encontro são fotos em que os Beatles aparecem saindo da casa de Elvis.
Em Dezembro de 1966, Elvis finalmente pede Priscilla em casamento. Afinal de contas, ele já estava à beira de seus 32 anos e era hora de ter sua própria família. E Priscilla esperava ansiosamente por isso há muitos anos.
No período de 66/67, Elvis realiza várias sessões caseiras, onde ele interpreta várias canções de vários estilos e épocas distintas, mostrando um talento intuitivo e natural. No entanto, essas gravações só caíram no conhecimento do público, em sua grande maioria, no final da década de 90.
Apesar da fase de pouca qualidade de seus filmes, o ano de 1967 será lembrado pelo lançamento do disco que seria considerado um "divisor de águas" na carreira de Elvis, o gospel “How Great Thou Art”, decorrente de radical mudança em sua produção musical. O álbum surpreendeu o mundo e gradativamente, transformou-se em um grande sucesso de crítica e público, sendo posteriormente, agraciado com um honroso Grammy, o Oscar da música.
Com boas produções e peças esmeradas, Elvis Presley dera indícios de sua vitalidade e criatividade, ainda em franca ascensão e plena maturidade musical. Fundou-se, portanto, um tempo de bons arranjos e melhor seleção musical. Ocorreram profundas mudanças em seus próprios tons vocais (tessitura vocal) e, conseqüentemente, em seus registros. Gradativamente, a própria extensão seria privilegiada, com comprometimento da afinação.
Em 1º de Maio deste mesmo ano, Elvis Presley aos 32 anos finalmente casa-se com Priscilla Ann Beaulieu, 21 anos. O matrimônio foi realizado na cidade de Las Vegas no Alladin Hotel e todos os preparativos foram feitos de forma bastante sigilosa e sob a batuta do Coronel Parker.
Nesse período, entre 1967 e 1968, foram lançados alguns compactos muito elogiados, muito criativos e interessantes. Este material veio das sessões de gravação ocorridas ainda em 1966, mais precisamente em Maio e Junho, onde o repertório foi sendo aprimorado qualitativamente, gerando além do álbum "How Great Thou Art", outras canções de grande nível como "Indescribably Blue", "I'll Remember You" e "If Every Day Was Like Christmas".
O mesmo pode ser percebido em 1967 em canções como "Suppose", "Guitar Man", "Big Boss Man", "Singing Tree", "Mine", "You'll Never Walk Alone".
Em 1º de Fevereiro de 1968, exatamente nove meses após o casamento, nasce a única filha de Elvis e Priscilla, a menina Lisa Marie. Firmou-se desde o início um forte vínculo entre pai e filha que permaneceria intacto até a morte de Elvis – vínculo este somente comparável ao que Elvis um dia tivera com sua própria mãe Gladys.
Entre Junho e Julho de 1968, Elvis viveu em função da produção do especial que viria a ser conhecido como “68’ Comeback Special”.
Em Dezembro de 1968, Elvis Presley apresentou-se nacionalmente para a TV norte-americana, trazendo o tão esperado “Elvis NBC TV Special”.
Um mega-programa que, a posteriori, seria considerado o primeiro dentro dos moldes “Acústico” na história da música. Em performance considerada até os dias atuais como excepcional, Presley foi aclamado pelo público e crítica especializada, que dizia ser este “o retorno de um Elvis ousado e reinventado”.
Interessante destacar aqui que o Coronel Tom Parker, “lendário” empresário do artista, vislumbrara um programa tradicional e conservador, já que se aproximava a época de festejos de Natal. No entanto, devido a grande empatia estabelecida entre Presley e o então jovem produtor Steve Binder, realizou-se um espetáculo contundente e marcante.
Neste especial que foi ao ar poucos meses após a morte de Martin Luther King (assassinado em abril na cidade de Memphis) - no auge do racismo - Elvis apareceu ao lado do grupo vocal "The Blossoms", composto por três mulheres negras (Fanita James, Jean King, Darlene Love) no horário nobre, fato que causou uma grande polêmica.
Um trabalho reconhecidamente antológico e pioneiro.
Foram apresentados alguns clássicos dos anos 50, algumas músicas da década de 60 e, ainda outras, inéditas. "Tiger Man", "Baby, What You Want Me To Do", "Up Above My Head", "Nothingville", "If I Can Dream", "Memories" e "Saved", estiveram no roteiro de um programa dividido em sets; entre "jam sessions" eletrizantes e performances clássicas em cenários monumentais e arranjos grandiosos - elaborados pela competente orquestra da NBC.
No ano de 1969, Elvis retornou aos palcos, após oito anos longe do contato direto com o público. O lugar escolhido foi Las Vegas, onde passou a realizar pelo menos duas temporadas anuais, aclamadas pela crítica e público.
Entre 1969 e 1977, Elvis faria em torno de 1.100 shows ao todo. Vegas foi para Elvis, na verdade, sua grande “escola” em termos de performance em palcos.
A partir de 1969, Elvis Presley amadureceria sua performance e se tornaria um cantor experiente e com domínio cênico, além de ser avaliado como fantástico, exuberante e no auge pela crítica da época. O ano de 1969 também seria marcado por sessões de gravação muito produtivas e pela escolha de um repertório e equipe musical de grande qualidade. A resposta foi imediata: "Suspicious Minds", "In the Ghetto" e "Don't Cry Daddy" tornaram-se "big hits" em todo o mundo.
Por razões contratuais, Elvis concluiu seus últimos filmes, que pouco interesse despertou – muito menos a um Elvis “reinventado” em criatividade, vigor e emoção!


O ano de 1970 denotou um grande amadurecimento cênico e vocal de Elvis Presley, em relação ao anterior. Novas temporadas em Las Vegas ocorreram, com mudanças radicais em repertório - mais versátil e atualizado para aqueles dias - shows avaliados como eletrizantes, tanto pela crítica como pelo público - e com roteiros mais elaborados. Muitas dessas apresentações foram gravadas e deram origem a discos como "On Stage".
Apesar do grande sucesso, segmentos da crítica e dos estudiosos do “show-biz” temiam que a rotina de espetáculos em Vegas pudesse tornar Elvis alienado e desmotivado, o que definitivamente não ocorreu. Após 1969 (quando de seu retorno às apresentações ao vivo), Parker e Presley iniciaram uma série de grandes espetáculos históricos e considerados magistrais, mesmo na época de sua realização; e inventaram, gradativamente, uma nova concepção de shows: os "mega-tours".
Entre 27 de Fevereiro e 1º de Março, Presley fez seis shows no Estádio Astrodome, em Houston, Texas, onde quebrou todos os recordes de público, reunindo 43.000 pagantes na quarta apresentação. Os seis shows juntos registraram total de 208.000 pagantes. Um recorde impensável para a época!
No mesmo ano de 1970, Elvis surpreendeu o “show-biz” com a realização do documentário “That's The Way It Is”, filmado nos meses de Julho e Agosto, com cenas de estúdio e ao vivo. O mesmo foi lançado no final do ano de 1970 nos EUA e em 1971, aqui no Brasil.
O documentário foi recebido com sucesso estrondoso, particularmente no Japão, onde quebrou recordes de público, com filas intermináveis. Tornou-se um mega-sucesso, dirigido pelo então jovem e talentoso diretor Dennis Sanders. Elvis agora era um artista maduro e um "entertainer" cativante, para vários tipos de públicos – de crianças, passando por adolescentes, moças, senhoras, homens e mulheres... O karatê, uma de suas paixões desde os anos 50, passou a ocupar ainda mais espaço cênico em suas coreografias.
No final do ano - a fim de atingir mais um de seus objetivos - Elvis consegue ser recebido na Casa Branca pelo então Presidente dos EUA, Richard Nixon, com a firme intenção de se colocar a disposição de seu país para obter um emblema de agente do FBI com poderes para atuar contra o narcotráfico, através de sua música, sua arte e seu grande “appeal” junto a vários tipos distintos de público, especialmente os jovens.
Em Janeiro de 1971, Elvis foi agraciado com uma premiação concedida pela "Câmara Júnior de Comércio Estadunidense”, (“The Jaycees Award”) sendo considerado um dos dez “jovens homens” mais importantes da América em 1970.
Para Elvis, um homem que cresceu na pobreza e em seu início de carreira conheceu o estigma do “ridículo” até atingir os dias áureos de reconhecimento – este foi um de seus momentos de maior orgulho pessoal. Era o verdadeiro sinal de que Elvis havia alcançado aceitação, reconhecimento e respeito pelo seu trabalho e pelo ser humano que ele era.

Em Junho de 1971, uma longa parte da “Highway 51 South”, localização de Graceland, passa a se chamar “Elvis Presley Boulevard”, em homenagem ao seu ilustre morador.
Em Setembro de 1971, o prêmio denominado Grammy Lifetime Achievement Award, uma espécie de "conjunto da obra", foi concedido pelo Grammy ao Rei do Rock.
Apesar de tanta glória, sucesso e reconhecimento, a vida pessoal de Elvis não ia bem. No início de 1972 Priscilla vai embora de Graceland e leva Lisa Marie com ela para viver em Los Angeles. Em Julho de 1972 a separação foi formalizada. Foram anos conturbados de casamento e Priscilla não suportava mais viver a realidade de ter o marido sempre longe de casa e estar rodeada das evidências de traição freqüente por parte de Elvis. O casamento de Elvis e Priscilla chegava ao fim após quatro anos e meio – embora o divórcio só tenha se consumado em Outubro de 1973 – causando a ele um imenso e definitivo impacto emocional e uma progressiva deterioração em sua saúde. Este foi o segundo mais duro golpe na vida de Elvis, após a perda da mãe em 1958.
Voltando à carreira - entre 1970 e 1972, Elvis Presley realizou, com enorme êxito, várias turnês pelos EUA e, motivado pelo grande sucesso de "That's The Way It Is", um novo filme foi idealizado. O foco deste novo documentário seria o de capturar a intimidade e o ritmo frenético do astro e seus fãs nestas empreitadas.
Então, em 1972, concluiu-se o documentário “Elvis on Tour”, de concepção bastante moderna para a época e que foi vencedor do Globo de Ouro daquele ano em sua categoria.

Também em 1972, Elvis apresentou quatro mega-espetáculos em Nova Iorque, no lendário Madison Square Garden. Novos recordes foram quebrados - de público e arrecadação. A imprensa local foi ao delírio com ótimas críticas, como as do "New York Times": "É lindo por que ele faz o que sabe fazer de melhor. Sexta feira à noite, no Madison Square Garden, foi assim. Ele ficou ali parado, no final, seus braços abertos, a grande capa dourada dando-lhe asas. Um campeão. Único em sua liga.", ou então, "Como um príncipe de outro Planeta". Grandes celebridades do "show-business" estiveram presentes aos shows, amplamente noticiados em todo o mundo, inclusive no Brasil. Entre outros, Art Garfunkel, Eric Clapton, John Lennon e David Bowie, mostraram-se encantados.
Mesmo considerando que em 1972 a vida pessoal de Elvis passava por um “turbilhão”, ironicamente Elvis viveu um ano triunfal profissionalmente, retornando, glorificado, ao primeiro lugar das paradas mundiais de sucesso com a canção "Burning Love".
Além disso, foi em 1972 que Elvis recebeu seu segundo prêmio Grammy, também por uma obra gospel, o disco “He Touched Me”.
Em Junho de 1972 conheceu a Miss Tennessee Linda Thompson, romance este que deu um novo ânimo à vida e à carreira de Elvis. Linda e Elvis eram muito parecidos em termos de criação e costumes por serem ambos sulistas – e Linda o compreendia de forma fantástica. Sabia como lidar com os “ups” e “downs” de Elvis e vivia a vida de Elvis em tempo integral agüentando a dura rotina e o ritmo de um megastar do seu quilate. Em poucos meses de relacionamento, Elvis levou Linda para viver com ele em Graceland e os dois ficaram juntos por mais de quatro anos.
Em 1973, apesar de estar passando por problemas pessoais e de saúde - mas no auge como artista - Elvis Presley realiza em 14 de janeiro, o primeiro show via satélite na história do “show-biz”, transmitido ao vivo para muitos países - inclusive o Brasil (pela Rede Tupi) e, posteriormente, para quase todo o planeta. O especial “Aloha from Hawaii”, foi assistido por aproximadamente 1,5 bilhão de telespectadores - número surpreendente para aqueles dias.
Além de ter sido um feito inédito no mundo do entretenimento - como não poderia deixar de ser - este show teve 100% de sua renda com ingressos e “merchandise” revertida em prol da “Kui Lee Cancer Fund” e arrecadou ao todo, US$75.000 para a mesma.
Nos EUA, este evento logicamente foi sucesso estrondoso, contudo só foi ao ar em Abril de 1973, tendo recebido o seguinte comentário no editorial do jornal The New York Times: "Elvis superou sua própria lenda”!
No Brasil, o “Aloha from Hawaii” foi ao ar novamente em Abril de 1974, com grande êxito. O álbum duplo foi imediatamente colocado no mercado, atingindo rapidamente o marco de um milhão de cópias vendidas.
A partir de 1974, apesar do aumento dos problemas pessoais e uma crescente piora em sua saúde, Elvis consegue empolgar em muitos de seus shows. Seus espetáculos foram se transformando e havia prioridade pela qualidade e grandiosidade das canções. Sua voz inegavelmente atingia cada vez mais o seu ápice.
Apesar de tudo isso, o ano de 1974 foi sob o ponto de vista artístico, muito criativo para Elvis Presley e poderia ter se tornado a pedra fundamental para uma nova grande guinada em sua carreira e vida pessoal. Isso aconteceu em parte, especialmente devido a alguns espetáculos em Las Vegas, onde Elvis inovou em seu repertório, bem como em seus trajes que eram bastante distintos em relação aos usados até então. Eram “jumpsuits” cada vez mais elaborados e diferenciados.
Ainda em 1974, após 13 anos ausente dos palcos de Memphis (sua cidade de coração, aonde vivia de fato) Elvis voltou a apresentar-se em 20 de Março, de forma magnífica. O show deste dia foi gravado (é o CD “Elvis Recorded Live On Stage in Memphis”), garantindo-lhe seu terceiro prêmio Grammy por esta performance de "How Great Thou Art", um clássico gospel.
Ainda em Março de 1974, Elvis retornou ao Estádio Astrodome em Houston, Texas para fazer dois shows, batendo novos recordes de pagantes.
Até hoje, ambos os feitos expressivos são referenciados como de grande relevância em sua carreira, por fãs e interessados em sua música e história.
Em Agosto de 1974, de volta a mais uma turnê em Las Vegas, Elvis e Barbra Streisand conversam por várias vezes sobre a proposta de Elvis atuar como ator principal junto a ela no remake do filme “A Star is Born” (“Nasce uma estrela” aqui no Brasil). Elvis fica empolgadíssimo com a idéia de voltar às telas em um filme com bom roteiro. Ele ainda aspirava ser um ator levado a sério pela crítica. Nesta fase de sua vida, Elvis estava começando a ficar cansado das constantes turnês, sua saúde vinha piorando progressivamente, suas performances começavam a ser “sofríveis” e ele definitivamente precisava de um novo desafio para dar uma nova guinada. Infelizmente, o Coronel Parker não concordou com as condições do projeto de Barbra e a proposta então não foi em frente, deixando Elvis mais uma vez muito frustrado. O papel então foi repassado ao cantor country Kris Kristofferson e o filme foi um grande sucesso de crítica e bilheteria.
Elvis andava muito insatisfeito com os rumos dados à sua carreira por seu empresário Tom Parker - repertório, gravadora, Las Vegas, turnês, recusas de bons roteiros cinematográficos etc.
Elvis chegou a demiti-lo, mas posteriormente, voltou atrás. O motivo principal foi o fato de Elvis não ter condições financeiras para arcar com as cláusulas que instituíam multas milionárias, constantes no contrato entre ele e seu empresário, em caso de haver rompimento. Além de vir gastando o que ganhava de forma excessiva – muito em parte por conta de sua grande generosidade e por querer sempre ajudar os outros, Elvis fizera há um ano atrás um acordo milionário quando concluiu o divórcio de Priscilla.

O ano de 1975 foi marcado por turnês intensas e desgastantes para um Elvis que já se encontrava bastante debilitado. Neste ano, ele fez shows em Vegas e em várias outras cidades, mas também passou por duas hospitalizações (em Fevereiro e em Agosto). Uma única sessão de gravação foi realizada neste ano.
No último dia do ano, Elvis Presley quebrou novo recorde de público para um artista solo até então, apresentando-se para 63 mil pessoas em um show de Ano-Novo em Pontiac, Michigan.
Alguns de seus biógrafos afirmam que este foi seu último ano com algum primor artístico; Elvis realiza shows históricos em sua carreira, sendo elogiado por todos, propiciando o seguinte comentário do jornal The New York Times: "Cada vez mais, Presley melhora sua voz atingindo excelentes notas vocais. Ele ainda é o rei nos palcos.", referindo-se aos shows de Uniondale no condado de Nassau no estado de Nova Iorque.
Muitos chegam a afirmar que alguns dos melhores shows de Elvis em toda a carreira foram realizados em 1975. No mesmo período foram lançados dois dos melhores álbuns de Elvis na década de 70, “Elvis Today” e “Promised Land”. Entretanto, pessoalmente, seus percalços aumentavam gradativamente.
Em Fevereiro de 1976, Elvis fez uma semana de sessões de gravação em Graceland – sessões estas que ficariam conhecidas como “The Jungle Room Sessions”. Elvis não tinha mais motivação alguma para ir aos estúdios gravar. Desta forma então, coube à RCA trazer até Graceland todo o equipamento, profissionais e aparato necessário para colher materiais que seriam utilizados em seu próximo disco “From Elvis Presley Boulevard, Memphis, Tennessee” (que chegaria ao topo do chart da Billboard em Maio deste ano) e mais da metade do que viria a ser seu último disco, “Moody Blue”.
Durante 1976, Elvis realizou em torno de 130 shows, num ritmo frenético e turnês cada vez mais estressantes, muitas vezes fazendo um show por dia em cada cidade. Isso só contribuiu para piorar ainda mais a saúde de um já debilitado, desmotivado e desgastado Elvis.
Em 29 e 30 de Outubro, Elvis se reuniu com seus músicos novamente em Graceland para concluir a “The Jungle Room Sessions”, com todo o suporte da RCA.
No início de Novembro de 1976, após quase quatro anos e meio de relacionamento, Elvis e Linda se separam. Há versões de que Elvis pediu para Linda ir embora, depois que ela fez fotos dela em vários cômodos de Graceland – inclusive no quarto de Elvis - com a ajuda de uma amiga ex-Miss Rhode Island, que teria vendido as fotos a uma revista. Elvis teria ficado furioso com a invasão de privacidade e o que considerou uma grande traição por parte de Linda. Já a versão de Linda Thompson é a de que ela já não agüentava mais o ritmo intenso e a falta de regularidade nos hábitos e na vida de Elvis de modo geral; que estava vendo Elvis morrer aos poucos e que se sentia totalmente impotente diante da situação por ver que o vício de Elvis em medicamentos prescritos jamais acabaria. E por isso então, ela preferira partir.
Em meados de Novembro de 1976, Elvis conheceu através de seu amigo George Klein, uma moça de 19 anos chamada Ginger Alden, de belos atributos físicos e dona de títulos de beleza. Coincidentemente Ginger fazia lembrar bastante Priscilla. Esta moça viria a ser a namorada de Elvis até o dia de sua morte.
Em início de Dezembro Elvis fez a sua última turnê em Las Vegas, por 10 dias.
Em 31 de Dezembro de 1976, Elvis voltou a se apresentar no último dia do ano, desta vez na cidade de Pittsburgh na Pensilvânia. Este show de Ano-Novo é reconhecido pela crítica e público como um dos seus últimos grandes espetáculos de qualidade e para os fãs um show definitivamente antológico. Elvis parecia estar inspirado e inclusive perdera peso, talvez em função do novo romance que estava vivendo com Ginger, dizem alguns.

Infelizmente, este viria a ser o último “Ano-novo” na vida de Elvis.
Ao longo dos seis primeiros meses de 1977, Elvis subiu aos palcos regularmente, de forma sofrível, e embora com a saúde deteriorada, continuava em turnê pelo país fazendo seus shows. Contudo, uma internação hospitalar foi inevitável no início de Abril.
Nos dias 19 e 21 de Junho, Elvis teve seus shows em Omaha e Rapid City filmados pela rede de televisão CBS, vislumbrando um mega-especial (“CBS In Concert”), a ser levado ao ar em cadeia nacional oportunamente. A proposta financeira da CBS foi muito boa e o Coronel não pensou duas vezes, aceitando fazer o Especial. Elvis ficou muito contrariado por ter que se expor em cadeia nacional já que se encontrava muito longe de uma forma física razoável. Por vezes, Elvis parecia inclusive perturbado e confuso em cena.
Em 26 de Junho, Elvis fez o seu último e derradeiro show na cidade de Indianápolis, no Market Square Arena.
Entre 27 de Junho e 16 de Agosto, Elvis ficou descansando e se preparando para a próxima turnê que começaria em 18 de Agosto. Durante este período, Elvis pôde passar férias com a filha Lisa, então com nove anos, em Graceland. Alguns dias antes de sua morte, Elvis alugou por uma noite inteira o parque de diversões Libertyland, em Memphis, para que sua filha chamasse seus amiguinhos e Elvis também pudesse levar seus convidados para andar em todas as atrações do parque o quanto quisesse.


Na noite de 15 de Agosto Elvis vai ao dentista por volta das 11 da noite, algo muito comum para ele. De madrugada ele volta a Graceland, joga um pouco de tênis e toca algumas canções ao piano, indo dormir por volta das quatro ou cinco horas da manhã do dia 16. Por volta das 10 horas Elvis teria levantado para ler no banheiro, segundo relatou Ginger Alden, que estava em sua companhia nesta noite.
O que aconteceu entre este horário até por volta das duas horas da tarde – horário em que Elvis foi encontrado por Ginger caído ao chão do banheiro - é um mistério. Ginger interfona para o andar de baixo da mansão e pede por socorro. Joe Esposito e Al Strada sobem correndo até a suíte. Mas ao virar o corpo de Elvis, Joe já sabia que era tarde demais. Elvis já estava morto. Vernon não acreditava que isso poderia ser verdade e insistiu para que Elvis fosse urgentemente removido para o Hospital. Seu médico particular, Dr. George Nichopoulos foi chamado às pressas e chegou à Graceland junto com a ambulância do Baptist Hospital que viera buscar Elvis. Embarcou na mesma ambulância na tentativa de fazer Elvis reviver através de vários procedimentos de ressuscitação entre Graceland e depois da chegada ao Hospital. Uma incrédula Lisa presencia toda aquela comoção sem entender muito bem o que estava de fato acontecendo com o seu pai – e em completo estado de choque, a primeira pessoa para quem ela telefona é Linda Thompson, que a esta altura residia em Los Angeles. Linda se emociona até os dias de hoje quando relembra este fatídico telefonema e sua tentativa de acalmar à distância, a filha de Elvis que chorava desesperada e repetia sem parar: “meu pai morreu, Linda, meu pai morreu!”.
Às 15:30hs do dia 16 de Agosto de 1977, Elvis Aron Presley foi declarado morto. Segundo laudos médicos, sua morte ocorreu provavelmente no final da manhã do dia 16, ali mesmo no banheiro de sua suíte em Graceland, na cidade de Memphis, no Tennessee, causada por colapso fulminante associado à disfunção cardíaca. Sua morte tão precoce surpreendeu o mundo, provocando comoção como poucas vezes fora vista em nossa cultura - inclusive no Brasil. Os fãs se aglomeravam aos milhares em frente à mansão. As linhas telefônicas de Memphis estavam tão congestionadas que a companhia telefônica pediu aos residentes para não usarem o telefone a não ser em caso de emergência. As floriculturas venderam todas as flores em estoque. Mais flores foram enviadas então, de outros estados americanos, para dar conta das infindáveis encomendas de arranjos florais.
Um devastado e apático Vernon pediu ao amigo J.D.Sumner que preparasse todos os detalhes do velório e enterro de seu filho, pois sabia que, pela proximidade que unia Elvis à J.D., certamente ele saberia o que agradaria ou não ao seu filho.
As companhias aéreas não tinham mais passagens disponíveis para Memphis. Os vôos saíam lotados de todas as partes dos Estados Unidos, por fãs que queriam prestar sua última homenagem a Elvis. Amigos e pessoas próximas a Elvis ligavam para Graceland e eram solicitados a evitarem comparecer no velório porque a situação era limítrofe.
O velório começou de forma privada na madrugada do dia 17, perdurando por todo o dia. A comoção do lado de fora de Graceland era enorme. Devido ao intenso calor do verão em Memphis e as circunstâncias em si, muitas pessoas passavam mal, desmaiavam e tinham que ser atendidas ali mesmo nos gramados da mansão. Vernon decidiu permitir que o velório fosse aberto aos fãs por um período de 4 horas aproximadamente, de forma que centenas dentre os milhares de fãs que ali estavam, organizaram-se em fila e puderam ver o seu eterno ídolo pela última vez.
Por volta das três da tarde do dia 18 de Agosto, a cerimônia para familiares e amigos mais próximos foi realizada, com canções gospel sendo cantadas pelos "Stamps Quartet" e por Kathy Westmoreland - ambos parte do grupo musical de Elvis na década de 70. Após a cerimônia todos foram levados até o cemitério em uma lenta procissão entre Graceland e o cemitério Forest Hill aonde o corpo de Elvis seria sepultado. Este cemitério fica na mesma Avenida de Graceland - Elvis Presley Boulevard – e é aonde já se encontrava sepultada sua mãe Gladys, desde 1958.
Algumas semanas após o sepultamento, houve uma tentativa por parte de três marginais de arrombarem o túmulo de Elvis para seqüestrar seu corpo e pedir resgate pelo mesmo. Felizmente tal fato foi evitado e os criminosos presos em tempo. Em função deste episódio, Vernon entrou com um pedido junto à Prefeitura de Memphis para que o corpo de seu filho pudesse ser removido do Cemitério para ser sepultado no “Meditation Garden”, espaço criado por Elvis nos anos 60 na propriedade de Graceland. Após muita polêmica, foi concedida em caráter excepcional tal permissão e em 02 de outubro de 1977 o corpo de Elvis retornaria a sua eterna morada: Graceland. O corpo de sua mãe Gladys também foi transferido de Forest Hill para o Meditation Garden e atualmente neste mesmo espaço, descansam Vernon, falecido em 1979, e a avó de Elvis, Minnie Mãe, que faleceu em 1980. Uma placa simbólica também foi colocada em memória de Jesse Garon, o irmão gêmeo natimorto de Elvis.
Mas para os fãs e apreciadores do artista que virou um ícone, a morte física de Elvis pouco importa. E para seus admiradores, enquanto houver desejo e emoção, Elvis Presley viverá.
Tudo que foi escrito parece muito, mas não é nem de longe tudo o que o ele significou para os amantes da verdadeira música! Enquanto houver destes, Elvis não morrerá!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Mais uma vez Além dos Sorrisos

Boa tarde povo
Eu já postei algo sobre a vida e obra desse grande Mestre Caipira do Humor Brasileiro, mas como um grande ícone não deve jamais ter o seu nome esquecido, resolvi dedicar mais uma publicação ao saudoso: Amácio Mazzaropi, que completaria ontem, dia 09 de abril de 2012, seu 100º aniversário. Como ele era além de ator, produtor, diretor e cantor, segue algumas canções interpretadas de forma carismática por ele, "Minha vaquinha" do filme "No paraíso das Solteironas" , e "Meu defeito" de "As aventuras de Pedro Malasartes":





Também achei uma participação de dele no Programa da Hebe em 1980:



Se alguém algum dia tiver a oportunidade de ir a Taubaté, visitem o Hotel Mazzaropi que fica onde foi a fazenda dele, que inclusive serviu de cenários para a maioria de seus filmes. Lá além das belas paisagens naturais, também se tem uma aula de 7ª arte, pois há um museu cheio de cameras e demais artefatos cinematográficos.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Escola do Teatro Bolshoi no Brasil

Olá,
Hoje dia 15 de março, a Escola Brasileira do Bolshoi (única escola do mundo fora do teatro da Rússia) completa seus promissores 12 aninhos de existência, na qual formou, e continua formando, muitos dos maiores profissionais do ramo da dança. Sendo que em 380 apresentações muitos deles puderam brilhar intensamente.
Portanto para comemorar tamanha conquista    duas apresentações especiais estão sendo preparadas para esta quinta-feira, dia 15 de março. A primeira acontecerá às 10h30, no Teatro Juarez Machado, especialmente para as empresas amigas do Bolshoi. A segunda será às 20h, aberta ao público em geral.

No programa Gala de Aniversário o público vai prestigiar variações conhecidas e aclamadas do Balé "O Quebra-nozes", os pequenos cisnes do Balé "O Lago dos Cisnes", a energia e o romantismo da "Valsa Moszkowski", a beleza da "Melodia de Gluck", da ópera "Orfeu e Eurídice". As peças contemporâneas também serão executadas, trazendo desconstrução dos movimentos e os transformando em criações espontâneas de pura arte. Os pequenos artistas do Bolshoi Brasil, também sobem ao palco com a Polonaise, a Dança Francesa e a Dança de São Gonçalo.

Cerca de 150 alunos participam e comemoram o aniversario de doze anos da instituição. O repertório é o mais variado possível, englobando danças folclóricas, contemporânea chegando ao mais puro clássico. Um espetáculo cheio de vida, para comemorar a vida.

Os ingressos para o espetáculo das 20h estão sendo vendidos na recepção da Escola Bolshoi, a R$20. Estudantes e a Melhor Idade pagam meia-entrada.


Apresentação Gratuita

Além do espetáculo a Escola Bolshoi promove uma apresentação gratuita a "Formação de Plateia". Este ano, é destinada exclusivamente aos Amigos do Bolshoi, funcionários de empresas que contribuem com a instituição ao longo de doze anos.

A apresentação visa estimular o gosto pelas artes e o hábito de frequentar o teatro. A intenção da Escola Bolshoi é contribuir para o desenvolvimento do cidadão e a inclusão deste nos meios culturais. O público através desses estímulos e reflexões se familiarizam com a linguagem cênica. A "Formação de Plateia" acontece às 10h30, do dia 15 de março, no Teatro Juarez Machado.

Obrigada Bolshoi, por nos agraciar com a arte da dança de maneira tão bela, nos fazendo esquecer por uma fração de tempo a dureza do cotidiano! Parabéns.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Heitor Vila-Lobos

Olá Amigos,
O Google disse, e como hoje é o aniversário de 125 anos de um dos maiores músicos e compositores do Brasil, estou falando de Heitor Vila-Lobos, carioca, nascido em 5 de março de 1887, e o precursor da Semana da Arte Moderna, na categoria música. Sua vasta e excêntrica obra chocou o público da época, que não compreendia seu estilo e a mensagem que sua composição queria transmitir, que era o enaltecimento da cultura folclórica e indígena. Todavia, hoje ele é um mestre dentro e fora do Brasil, e sua obra permaneceu imortal, assim como seu nome!



Segue duas belas músicas desse célebre artista, "Bachianas n° 5" e "Trenzinho Caipira":



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Aprendizados com "Chaves"

Alô galera,
Hoje o "aprendizados" é especial, tudo porque amanhã, dia 21/02/2012, o eterno El Chavo del 8, Roberto Gómez Bolaños, faz nada menos que 80 aninhos. Como os seriados: Chaves, Chapolin e Chesperito sempre fizeram parte da minha vida (e continuam fazendo, pois ainda assisto), achei justo reunir uma porção significativa de elementos que nos fazem entendermos melhor o mundo e aprender muito sobre ele:

1. Seria muito melhor ter ido assistir o filme do Pelé.

2. As crianças mexicanas tem rugas.

3. Jamais encostar em alguém que esteja tomando um choque.

4. Seu Madruga paga o aluguel todos os meses. por isso sempre deve 14 meses, não 15, 16, 17...

5. Brasília já foi carrão.

6. Não basta ser o maior professor do mundo. Tem que ter um pouco de pepsicologia.

7. Pessoas bebem leite de burra.

8. Existe uma fruta chamada tamarindo.

9. O Quico é emo.

10. Devemos deixar os outros fazerem nosso trabalho para evitarmos a fadiga.

11. A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena.

12. As tintas verde-limão são as mais baratas no México.

13. Trabalho não é a pior coisa do mundo. Pior é ter que trabalhar.

14. Uma epístola é uma carabina, só que menor.

15. Azul escuro em inglês é blue marinho.

16. Equilibrar cabo de vassoura com o pé é maneiro.

17. Deixar uma casca e banana no chão pode causar um grande acidente.

18. O segundo episodio do Guilherme Tell é o mais caro do mundo. Por isso o Silvio Santos não comprou.

19. Alguns móveis são feitos de isopor.

20. Portas também.

21. Se me acordarem às 11h, tragam o café na cama.

22. Socos têm barulhos de sinos.

23. Sempre tem um filho da **** que rouba as moedas nas fontes dos desejos.

24. Leite é muito parecido com gesso.

25. “Quero ver outra vez seus olhos olhinhos em noite serena” é a talvez a única música mexicana que metade da população brasileira conheça.

26. Um cabo de vassoura com um lençol amarrado na ponta equivale a uma mala.

27. O pai do Quico na verdade está vivo, ele simplesmente fugiu de casa.

28. Alguns alunos são tão tímidos que nem os professores percebem sua presença em sala de aula.

29. Uma caveira significa prerigo. PRE-RI-GO.

30. Ninguém tranca as portas nas vilas mexicanas.

31. As marcas de catapora feitas com caneta hidrocor ficariam muito estranhas na TV Digital.

32. Qualquer Mcdonalds da América do Sul lucraria caso vendesse o Mc Sanduíche de Presunto.

33. Hector Bonilha é o Antonio Fagundes acima da linha do Equador.

34. As pessoas boas devem amar seus inimigos.

35. Deus é um cara legal por não deixar as vacas voarem.
36. Os carrinhos feitos com caixas de sapatos são os mais maneiros.

37. Não é indicado deixar uma máquina de lavar no meio da sala.

38. Nunca acredite em boatos de que seus ídolos morreram num acidente de avião.

39. Bolinhas de tênis de mesa são parecidíssimas com ovos.

40. Pirulitos podem ter o tamanho de raquetes de tênis.

41. O trabalho infantil é legalizado no México.

42. Os roteiristas da série não sabiam o que era a aritmética.

43. O estilingue pode ser uma arma mortal.

44. Tem vez que Acapulco é no Guarujá.

45. Se você é jovem ainda um dia velho será.

46. Pouco me importa se você quer. Compre.

47. Algumas pessoas são idiotas a nível executivo.

48. As dívidas são sagradas.

49. Se você quiser vir a ser alguma coisa, que devore os livros.

50. Se capivaras tivessem trombas seriam trapezistas em um circo tchecoslovaco.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

1º Aniversário de "Letters to Juliet"!

Feliz Ano Novo galera!
E na primeira postagem do ano venho dizer que é também a postagem comemorativa do 1º aniversário do nosso humilde blog. Foi exatamente no dia 5 de janeiro do ano  passado que, depois de assistir ao filme "Cartas para Julieta" e refletir sobre minha própria vida, que eu tive a inspiração e a ideia pouco original de fazer um blog, que teria como intuito entreter, divertir e compartilhar com os leitores fatos relevantes da minha vida e do que vejo ao meu redor!
Gostaria muito de agradecer aos mais de 7.000 leitores e amigos que participam de uma forma ou de outra, pelo crescimento e carinho que dão ao "Letters", quero dizer que é muito legal ouvir pessoas perguntando se o blog é meu e dizendo que gostaram ou que deram boas gargalhadas com algum tema meio inusitado. A estas pessoas: Muito Obrigada!
Por fim, quero mencionar que este ano promete, já que novos temas e séries farão parte do blog, prometo não deixar a peteca cair e mantê-los sempre a par de tudo que rola, ou já rolou, por aí! Sabem como é, né, 2012 é um ano que merece atenção: é par, bissexto, começou no primeiro dia da semana, e pode ser o último...rsrs

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Just Smile

Bela e ensolarada sexta-feira a todos!
Eu escrevo sobre tantas datas e comemorações algumas vezes despercebidas para muitas pessoas, que me permiti extrapolar um pouquinho e fazer um post referente ao meu anniversário (por coincidência o mesm dia que nasci: 02 de outubro). Não que isso seja relevante nem nada, mas já que eu sou a escritora e autora da grande maioria de besteiras, digo, textos, imaginei que poderia ser algo meramente mencionado.
Não pretendo me demorar, mas apenas me permitir a colocar nesta ocasião uma das músicas que sem dúvida eu mais aprecio e admiro (pra não dizer que adoro), e que sempre me emociona quando eu ouço. Aí vai "Smile" do gênio Charlin Chaplin, na brilhante interprtação de Michael Jackson.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Mais sobre o Mito

Olá!
Como já declarei há algum tempo, mediante a uma postagem, sou fã confessa do grande mito: Freddie Mercury. E me entusiasmei ao ver na página inicial do Google uma menção a este incomparável ícone que estaria no dia de hoje, 05 de setembro, completando seus 65 anos se não tivesse sido "arrancado" de nós por sua doença.
Mas ao invés de preencher este post com sua tragédia,eu prefiro escrever um pouco sobre sua trajetória embalada de sucessos.


Nascido em Stone Town, Zanzibar (antiga provincia britânica, e hoje pertencente à Tanzânia), no dia 05 de setembro de 1946, Farrokh Bulsara (Freddie para os íntimos) desde cedo mostrou aptidões para a música ao estudar piano. Anos mais tarde na escola de arte onde se formou, seu comportamento era bem exemplar, era um rapaz bastante introspectivo e quieto, suas obras estão disponíveis na net.
Em 70 ele formou com mais três integrantes a banda Queen (a qual alavancou sua carreira). Nesse mesmo ano ele conheceu Mary Austin, com quem viveu por cinco anos e que inspirou a canção "Love of my Life", mesmo depois do termino do romance eles continuaram amigos, ele a declarou como uma das herdeiras.
Sua imagem passou de Glam, com cabelos compridos, delineador, unhas pintadas, para o tipo machão, acrescentando posteriormente o bigode, que marcou sua fase "Anos 80". Ele foi um compositor como poucos, hinos como "We are the Champions", "Bohemian Rhapsody" e "Somebody to Love", são aclamados até hoje e perdurarão por muitas gerações mais. Muitos que trabalharam com ele afirmaram que Freddie foi um profissional centrado e muito focado em tudo que realizava, era um perfeccionista.
Para concluir aí vai uma lista de curiosidades sobre esta figura:






  • Freddie Mercury não sabia dirigir.




  • Freddie tinha uma paixão peculiar por gatos. Essa paixão era tão exagerada que, durante o intervalo de gravações do álbum Innuendo, ele apresentou uma música em homenagem a sua gata, Delilah. O problema é que o baterista, Roger Taylor, não gostou da música e saiu do estúdio, só voltando no dia seguinte. Mesmo assim, a música homônima ao felino foi gravada.



  • Seu maior sonho, musicalmente falando, era cantar ao lado de Montserrat Caballé, realizando-o em 1988, com o álbum Barcelona.



  • No anime chamado Cromartie High School, há um personagem chamado Freddie, uma paródia do vocalista da banda Queen.



  • Freddie também aparece no anime e no mangá Beck - Mongolian Chop Squad, em sonhos tidos pelos protagonistas dos mesmos.




  • Freddie nunca se casou com Mary Austin, foram apenas namorados. Mesmo depois de terminarem, continuaram grandes amigos. Grande parte de sua herança foi destinada a ela.




  • Morreu no mesmo dia que o baterista da banda Kiss, Eric Carr.


  • Diz uma "lenda" que o Queen jamais viajava junto, de avião. Os quatro integrantes viajavam de dois em dois em aviões separados, pois, se o avião caísse, a banda poderia continuar com os outros dois integrantes.



  • John Deacon, baixista da banda, era muito próximo a Freddie, tendo dividido várias composições de sucesso com o cantor. Em homenagem ao amigo decidiu se retirar do mundo da música após o final do Queen.




  • Sua bebida preferida era champagne.




  • Era grande admirador de John Lennon.




  • Fã declarado de Freddie, Akira Toriyama, o criador do anime Dragon Ball, fez o professor de baseball de Gohan em homenagem a Freddie.





  • Freddie, onde quer que estejas, Feliz Aniversário!